A menos de 100 metros da costa da Ilha de Yonaguni, no extremo sul do Japão, jaz uma das descobertas arqueológicas subaquáticas mais intrigantes e controversas do mundo: o Monumento de Yonaguni. Esta imensa estrutura submersa, composta por formações rochosas que se assemelham a degraus, terraços e pirâmides, alimenta um debate acalorado: é uma prova de uma antiga civilização perdida (a “Atlântida Japonesa”), ou é apenas uma espetacular obra da natureza?
Este artigo mergulha na história da descoberta, examina as evidências geológicas e arqueológicas de ambos os lados da polêmica e explica por que o Monumento de Yonaguni continua sendo um dos maiores mistérios do Japão e da história humana.
1. 🗺️ A Descoberta e as Caraterísticas da Estrutura
O Monumento de Yonaguni foi descoberto acidentalmente em 1986 por um mergulhador local. Desde então, tem atraído a atenção de arqueólogos, geólogos e entusiastas de mistérios.
- Geometria Imponente: A estrutura principal é uma formação maciça com cerca de 50 metros de comprimento, 20 metros de largura e 25 metros de altura. Ela se eleva do fundo do mar e possui características que parecem ter sido esculpidas intencionalmente:
- Terraços em Degraus: A formação mais famosa é uma série de degraus e faces planas, que lembram uma pirâmide ou um zigurate (Fonte: Arquivos da Universidade de Ryukyu).
- Ângulos Retos: Muitas das formações apresentam ângulos de 90 graus, o que é raro em formações naturais.
- Caminhos e Canais: Há sulcos e formas que se assemelham a canais de drenagem ou caminhos artificiais.
- A Idade do Mistério: Se o monumento for artificial, ele teria afundado há pelo menos 10.000 anos, após o final da última Era do Gelo. Isso o tornaria uma das estruturas arquitetônicas mais antigas do mundo, anterior às pirâmides do Egito e à Mesopotâmia (Fonte: National Geographic Japão).
2. 🧱 A Tese da Civilização Perdida (Artificial)
O principal defensor da origem artificial do monumento é o geólogo marinho Masaaki Kimura, da Universidade de Ryukyu. Ele e seus seguidores apontam para vários detalhes que sugerem intervenção humana.
- Marcas de Ferramentas: Kimura afirma ter encontrado sulcos, perfurações e até mesmo o que parecem ser petroglifos (símbolos gravados) nas rochas que seriam evidências de trabalho manual.
- Rochas Separadas: A descoberta de blocos retangulares de rocha separados da estrutura principal sugere que eles foram cortados e movimentados.
- Analogia Cultural: A forma em degraus é análoga a estruturas encontradas em sítios arqueológicos terrestres japoneses e em outras culturas do Pacífico. O formato triangular de uma das faces sugere uma estrutura cerimonial ou religiosa (Fonte: Relatórios de Pesquisa de Masaaki Kimura).
3. 🌋 A Tese da Natureza (Natural)
A maioria dos geólogos e sismólogos ocidentais e japoneses mais convencionais, no entanto, argumenta que o monumento é uma formação geológica natural acentuada pela erosão.
- Geologia da Região: Yonaguni está localizada em uma área de grande atividade sísmica, sujeita a terremotos e tsunamis frequentes. A rocha basilar da estrutura é o arenito fino, que tende a quebrar em planos paralelos de fratura.
- Erosão Sísmica: As forças tectônicas e o constante atrito das ondas, especialmente após terremotos, podem causar o fraturamento em degraus e ângulos retos. As chamadas “escadas” seriam o resultado da erosão da água em diferentes camadas de rocha sedimentar.
- O Teste do Petroglifo: Os “petroglifos” e “marcas de ferramentas” de Kimura são vistos por geólogos como padrões naturais de erosão em rochas porosas (Fonte: Estudo Geológico da Universidade de Boston, Robert Schoch).
- Datação Impossível: A dificuldade em encontrar ferramentas, artefatos ou qualquer vestígio de assentamento humano in situ (no local) torna a tese artificial extremamente difícil de provar sob padrões arqueológicos rigorosos.
Para conhecer outro mistério histórico submerso, confira nosso artigo: https://www.nsctotal.com.br/noticias/a-estrada-submersa-de-bimini-e-a-relacao-com-atlantida-a-cidade-perdida.
✅ Conclusão: Um Enigma Não Resolvido
O Monumento de Yonaguni permanece um dos enigmas mais fascinantes da arqueologia e da geologia. Embora a explicação geológica de formação por arenito e erosão sísmica seja a mais aceita pela comunidade científica global, a impressionante simetria e as características de terraço da estrutura continuam a alimentar a imaginação de que um dia, no final da Era do Gelo, uma civilização avançada viveu em terras que hoje estão submersas.
Seja obra da natureza ou de uma civilização perdida, Yonaguni é um poderoso lembrete de que o oceano ainda guarda segredos profundos sobre a história do nosso planeta.
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